Ariano Intenso - Cinéfilo - Fã de Star Wars, Iron Maiden, fotografia, arte e cerveja.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tinha uma mola no meio do caminho

Por - Fábio Sinegaglia

Parafrasear Carlos Drumond de Andrade em seu poema "No meio do caminho" é algo sempre gostoso, pois o texto é sempre atual e verdadeiro, muitas vezes as nossas pedras não são entes físicos e sim espirituais, mas no caso de Felipe Massa no último sábado foi uma mola, uma peça saída do carro de Rubinho.

O que mais me espantou com relação ao Rubinho foi uma declaração dada que qual o piloto da Brawm disse “A mola estava escapando desde o primeiro treino do sábado”, Meu Deus! Se a mola estava escapando, porque não se arrumou .....Mas infelizmente o acidente ocorreu, na hora do choque da mola com o capacete de Massa temi pelo pior, as primeiras imagens vindas da Hungria me lembraram muito o ocorrido com Ayrton Senna no GP de Imola em 1994, as imagens da televisão não eram conclusivas, e o meu nervosismo foi aumentando. Não tive dúvidas peguei o telefone e no primeiro intervalo da transmissão da Globo telefonei para a Hungria e falei com o amigo Reginaldo Leme que lá estava trabalhando, ele tinha vários problemas pelo fato das imagens que estavam vindo para o Brasil ser diferente da qual ele tinha nas cabines de transmissão, e no fim eu acabei falando para ele que pela telemetria ficou claro que Massa tocou o pé no freio no intervalo entre a batida da mola no capacete e a batida do carro no muro, talvez esse toque no freio tenha reduzido os danos ao piloto brasileiro. Bem passada quase uma semana do incidente o que importa é que o ser humano Felipe Massa está melhor, o que me importa é o ser humano.

O fundamental agora é o Felipe Massa estar bem para a sua família, para seus pais, seu irmão, sua esposa e fundamentalmente para esperar o nascimento de seu primeiro filho, que está previsto para novembro. A Fórmula 1 perto da vida é algo muito menor, é ínfimo, até rasteiro. Nós torcedores muitas vezes achamos que o “homem público” é mais importante do que o ser humano, mas esse raciocínio é muito fácil de ser derrubado pois se não existir o ser humano não existe o “homem público”. Bom o Massa deve ficar fora de uma, duas ou três corridas, ou até mesmo fora do campeonato de 2009, ou talvez ser um ex-piloto de Fórmula 1, mas eternamente será um ídolo e um gênio do esporte. Enquanto Massa não volta a Ferrari vai de Schumacher, alias isso é algo para a história do esporte, o substituto do Massa é um ser sete vezes campeão do mundo. Seria como se no futebol ter como substituto um ser que é a mistura de “Pelé, Maradona e Garrincha” imagina um ser desse nível e o pior o ser seria um mero reserva. Voltando para as pistas Vai ser muito engraçado se o Shumi vencer em Valência, já pensou na volta dele, obter a primeira vitória da Ferrari em 2009. Um detalhe se ele vencer uma prova com a Ferrari ele iguala a soma das vitórias obtidas por Prost e Senna, pois ele tem 91, o Prost parou com 51 e o Senna morreu tinha 41. Portanto a soma do francês com o brasileiro dá 92. A e tem um detalhe, domingo passado ocorreu uma corrida de Fórmula 1 e o Lewis Hamilton venceu, mas e daí!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mantenha seus inimigos por perto

Ouvi essa esses dias e adorei. "Keep your enemies close". A frase teria sido dita por Winston Churchill. E representaria um dos floretes com os quais Churchill esgrimou a sua arte política: fique perto dos seus adversários para poder monitorá-los, controlá-los. Isso me bateu sobremodo porque minha reação natural é sempre afastar gente que eu não gosto, é sempre ficar longe de quem me oferece perigo. Eu imaginava que isso era lógico: tem uma pá de gente nesse mundo com quem eu simplesmente não quero contato. São pessoas que não valem a pena, que tisnam as boas energias do mundo com matizes que eu reprovo. Sempre me pareceu que estar próximo de pessoas assim era um exercício de masoquismo. Quando não um ato suicida.

Winston Churchill, se é que ele é mesmo o autor desta máxima, não pensava assim. Para ele, ficar longe dos inimigos equivale a dar as costas a eles. E eu um pouco me enxergo sob esta perspectiva, ignorando olimpicamente adversários, ou simplesmente gente que me trata com hostilidade e antipatia, pessoas que seguramente não terão a mesma grandeza de me oferecer essa indiferença magnânima de volta e, ao contrário, muito provavelmente aproveitarão o meu virar de costas para operar ali, à sombra, em silêncio, apartada do meu campo de visão, todo tipo de sortilégios.

É seguindo esta lógica de Churchill que você vê, e eventualmente não entende, gente que se detesta trabalhando junto. Ou um cara empregando o filho ou alavancando a carreira da mulher do seu pior inimigo. Ou pessoas que não se bicam sorrindo falso uma para outra e fingindo, até para si mesmas, que conseguem ficar mais de 15 minutos no mesmo recinto. Ou aquele chefe que tiraniza um colaborador talentoso mas que não o deixa sair de jeito nenhum para outro departamento.

Reconheço o requinte da estratégia de manter seus inimigos por perto. Infelizmente, para mim, ela não tem uso. Não tenho estômago para isso.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Renovação de talentos, a lição a aprender com Bernardinho


Nossos líderes precisam se inspirar mais no exemplo de Bernardinho, o técnico da nossa seleção masculina de vôlei que está demonstrando o que significa renovar talentos e cultivar sucessores e substitutos em uma equipe: começou há pouco tempo a formar uma nova geração de jogadores, caras novas com a camisa canarinha. E o time por ele liderado acaba de ganhar o campeonato da Liga Mundial, em Budapeste, culminando uma campanha de alta performance este ano. A maioria das empresas têm tido enorme dificuldade em conduzir programas de sucessão e de contar com substitutos em todos os níveis. O problema vem a tona toda vez que o fundador de alguma empresa desaparece de forma inesperada ou quando algum executivo fica impossibilitado de exercer suas funções ou simplesmente é afastado.

Tenho me defrontado com inúmeras situações nas quais, ao ajudar clientes a definirem o rumo futuro com uma estratégia de crescimento agressivo, os principais dirigentes das empresas se defrontam com o incômodo desafio: não ter gente qualificada para executar a estratégia de forma coerente com o crescimento planejado.

Os profissionais de RH sofrem com isso e ao serem cobrados, tentam convencer os executivos a definir seus sucessores e substitutos. Criam o “Banco de Talentos” ou os tradicionais programas de trainees e dos chamados “High Potentials”. Mas na hora da verdade fica claro que nem sempre esses talentos são aceitos pelos dirigentes como realmente potenciais a quem se deve dar oportunidade. E a maioria parte para contratar os substitutos no mercado, fora dos quadros da empresa. Como se esses programas fossem mais da área de RH do que algo validado pelos dirigentes da empresa.

Mas a maioria dos profissionais de RH nem servem como exemplo porque sequer tomam o remédio que prescrevem. Em recente evento com cerca de 300 deles, perguntei quantos já tinham identificado claramente seus sucessores para serem os futuros Diretores de RH em suas empresas. Quase a metade levantou a mão. Aí questionei: “E quantos de vocês que levantaram as mãos já conseguiram aprovar e legitimizar, com os outros dirigentes da empresa, esse sucessor que vocês identificaram?”. Apenas uns 10% continuaram com as mãos levantadas…

Vem pra Brigar


O empresário David Neeleman, dono da companhia aérea Azul. Embora novata, a empresa começou a operar em dezembro do ano passado -- e com apenas 3% de participação de mercado, a Azul já começa a incomodar as líderes TAM e GOL. Essa batalha no estilo David e Golias é um dos maiores desafios que Neeleman já enfrentou na carreira. De acordo com seus planos, até o final de 2011 a empresa deve alcançar uma frota de 42 aeronaves -- todas elas compradas da Embraer. Segundo projeções apresentadas pela Azul a investidores, a companhia deverá atingir um faturamento de 2 bilhões de dólares em 2013 e a previsão é de que comece a operar no azul (ops, trocadilho infame) já em 2011. os planos podem parecer ambiciosos, mas Neeleman entende do que está falando -- a experiência no mercado brasileiro não é a primeira dele no setor de aviação civil. Há quase 10 anos, ele fundou nos Estados Unidos a companhia área jetBlue, inspirada no modelo de baixo custo da SouthWest Airlines.
Filho de americanos membros da Igreja Mórmon, Neeleman nasceu em São Paulo e viveu no Brasil até os 5 anos, quando a família se mudou para os Estados Unidos. Aos 19 anos voltou para cá. "Ter sido missionário foi fundamental para a minha carreira. Aprendi a lidar com as pessoas, a ter disciplina e a estudar. Sem essa experiência, eu não teria chegado até aqui", disse ele numa entrevista concedida a EXAME anos atrás.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Inovação … Ma Non Troppo!

Você estaria disposto(a) a viajar em pé em um trajeto de 60 minutos para ter um desconto de 50% no preço da passagem? E se essa viagem fosse de avião? Você viajaria em pé num avião, se a viagem fosse de graça? Como seria nos momentos da decolagem e da aterrissagem?
Pois bem, a Ryanair, empresa irlandesa que tem o lema do “baixo custo, baixo preço” que lidera esse segmento de baixa tarifa na Europa está fazendo uma pesquisa online para saber se vale a pena instalar na parte traseira dos seus aviões uma cabine com assentos verticais.
E olha que não se trata de um caso isolado: a empresa aérea chinesa Spring Airlines também está fazendo consultas nesse sentido e afirma que isso não porá em risco a segurança dos passageiros pois os mesmos teriam de usar cinto de segurança durante todo o vôo.
Você acha que esse tipo de inovação beneficia o consumidor? Isso é inovação fora da caixa ou é uma idéia sem sentido prático? Você pegaria a ponte aérea Rio-SP e viajaria em pé para economizar metade da tarifa?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Twittar ou não twittar: serviço de microblogging é alvo de polêmicas no mundo dos esportes


Chad Ochocinco, do time de futebol americano Bengals, é um fã ardoroso do Twitter. Ele escreve em seu perfil sobre tudo e a todo momento. O jogador leva o serviço de microblogging tão a sério que vai lançar em breve o seu próprio aplicativo para que as pessoas o sigam e interajam com ele. “Isso me permite atingir milhares de pessoas de uma só vez. Isso me dá a chance de dar a minha versão quando algo dá errado…isso é maravilhoso para mim, e vou ir mais além”, afirmou Ochocinco. O que ele quis dizer é que pretendia atualizar sua página durante as partidas. Mas a NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos, não quer nem saber disso. “Nós já temos uma regra que proíbe o uso de celulares e outro aparelhos portáteis na área do banco de reservas”, disse Greg Aiello à NBC Sports.
O jogador não aceitou a ordem passivamente. No próprio Twitter, ele questionou como uma possível punição funcionaria: “Pergunta? Se eu twittar durante o jogo e eles me suspenderem, eu receberia meu salário durante a suspensão já que não se trata de uma questão legal?




Não é a primeira vez que o Twitter é colocado em questão no mundo dos esportes. Na NBA, a liga de basquete profissional dos EUA, Charlie Villanueva, do Milwaukee Bucks, atualizou seu perfil durante o intervalo de uma partida contra o Boston Celtics em março passado: “Dentro do vestiário, escondido para postar. Estamos jogando contra o Celtics, está empatado. O treinador quer que sejamos mais dutos. Preciso fazer melhor.”
O treinador em questão, Scott Skiles, não aprovou e pediu a todo time que a atitude não se repetisse. “Não queremos exagerar, mas qualquer coisa que dê a impressão que nós não somos sérios e estamos focados o tempo todo não é a forma certa de agir.”
Já a LPGA, a liga feminina de profissionais de golfe, incentiva que as jogadoras usem o Twitter durante as partidas. Isso porque a audiência dos campeonatos está em baixa. Usar o serviço de microblogging e outras mídias sociais seria uma forma de tornar o esporte mais atraente para os fãs. Mas aqui o caso foi inverso: as golfistas não querem usar o Twitter dessa forma.
Mas isso não quer dizer que não usem o serviço em outros momentos. Até agora, 30 esportistas da LPGA usam o serviço de microblogging. Nenhuma delas o faz durante as partidas.


“Eu não vou twittar durante a minha rodada. Isso não deveria acontecer em nenhum esporte. Os jogadores já disseram à liga que não vão fazer isso”, escreveu pouco antes de um campeonato a jogadora Paula Creamer, terceira do ranking mundial, no…Twitter.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Qualidade de Atendimento: O Calcanhar de Aquiles das Empresas

Por que em uma empresa que vende computadores via Internet o cliente leva apenas alguns minutos para efetuar uma compra, enquanto nas empresas que alugam automóveis gasta-se três vezes mais tempo para ser atendido? Será que elas temem que o cliente vá roubar o carro?

Por que o atendente de uma pizzaria do bairro anota seu pedido por telefone de forma alegre e rápida, mas os atendentes de algumas empresas de seguro saúde, serviços financeiros e de telefonia não respondem as chamadas dos clientes? Será que eles não sabem que os clientes têm outras opções?

Por que na hora de fazer a venda os balconistas de algumas lojas de varejo são solícitos e sorridentes, mas no momento de efetuar a troca de um produto defeituoso amarram a cara e tratam o cliente como se fosse um mal necessário?

Todos sabemos que a baixa qualidade de atendimento é um dos maiores “Calcanhar de Aquiles” das empresas brasileiras. Não é nenhuma novidade o fato que as empresas perdem clientes não apenas por deficiências da turma do comercial, vendas e marketing. Perdem clientes porque o entorno da empresa – Cobrança, Jurídico, Logística, Transporte, Instalação, Assistência Técnica, Call Centers, etc – não foram preparados para lidar com os clientes de uma forma adequada.

O que é estarrecedor é a omissão dos líderes das empresas que não se posicionam para resolver as questões de atendimento. Os lideres ficam tão ocupados com estratégias mirabolantes, nas compras e fusões e aquisições e relegam a segundo plano os problemas que causam aos seus clientes. Sempre dizem que “são problemas operacionais”, como se eles não fossem responsáveis por nomear quem cuida de tais problemas. Reflexo da cultura do “não sabia de nada”, ou da atitude do “estou muito ocupado tratando de assuntos estratégicos, para me preocupar com problemas dos clientes”.

Pesquisas indicam que mais de 60% da causa da perda de clientes residem no baixo nível do atendimento. Muito mais do que por questões de preço ou qualidade do produto. A qualidade do atendimento é o câncer que corrói a saúde das empresas. As campeãs das reclamações oficiais são dirigidas ao Procon para várias prestadoras de serviços de telefonia fixa, celular, cartão de crédito, bancos comerciais, financeiras, planos de saúde, energia elétrica, seguros, e várias outras. Imagine se fosse contabilizado também a insatisfação de clientes em hotéis, lojas, shows, restaurantes, repartições públicas, consultórios, escritórios de profissionais liberais, etc.

Será que os Conselhos de Administração não deveriam atrelar os bônus anuais, à melhoria contínua dos índices de qualidade de atendimento das empresas?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Hora Marcada, por tempo de chegada.


Aposto que você já passou por isso. Você marca um horário para uma consulta médica, tipo umas 9 horas da manhã. Chega lá 8:50, para não atrasar. Sala de espera lotada; televisão de 20 polegadas ligada no programa da Ana Maria Braga; do seu lado, uma pilha de revista Caras do ano passado. O tempo passa... 9:30, 10:00, 10:30, e nada de você ser atendido. Para completar, ainda passam um representante de remédios na sua frente. De 10 em 10 minutos, você consulta a secretária para perguntar se falta muito para a sua vez. “Apenas três pessoas”, responde ela. “Mas não era hora marcada?!”, indigna-se você. “Sim, hora marcada, mas por ordem de chegada”, retruca vitoriosa a eficiente secretária.
“Hora marcada por ordem de chegada” foi uma das pérolas mais interessantes que ouvi nos últimos tempos. Um verdadeiro oxímoro - “figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão” (Wikipédia).

Esse exemplo, bastante comum, ilustra perfeitamente o descaso com a alma de qualquer negócio: a Administração (os publicitários que me desculpem, mas a administração é fundamental).

“Mas, Clayton, estamos falando de um consultório médico e não de uma empresa”, você pode estar dizendo aí do outro lado. Porém, um consultório médico, no fim das contas, não é também um negócio como outro qualquer? Tem clientes, tem funcionários, contas a receber, contas a pagar, presta um determinado tipo de serviço... Pela lógica do cliente, essa tortura das salas de espera está muito, mas muito errada. E, como diz o ditado às avessas, quem espera sempre cansa.

Organizar uma agenda de consultas não é algo tão difícil – e nem é necessário uma graduação em Administração para tanto. Isso me faz lembrar uma passagem de algum livro de Drucker, onde ele ressaltava a responsabilidade social de todo e qualquer negócio. Nenhuma instituição existe por si só nem é um fim em si mesma – toda e qualquer organização existe em função da sociedade. Drucker citava o exemplo dos hospitais: nenhum hospital existe em função dos médicos e enfermeiras, e sim em função dos pacientes, que só têm um único objetivo: sair do hospital o quanto antes para nunca mais voltar.

E você, tem alguma experiência semelhante para compartilhar?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Onde a criatividade encontra a baixaria

Os americanos já estão acostumados às estripulias dos publicitários na criação de anúncios para bebidas e outros produtos dirigidos ao público masculino - normalmente marcados por um humor escrachado, grosseiro e malicioso. No entanto, uma propaganda da rede de lanchonetes Burger King que acaba de ser veiculado em revistas masculinas mostrou que é sempre possível se levar o tom. Na peça (reproduzida ao lado), a rede de fast food promove um novo sanduíche ressaltando o seu tamanho - 17 centímetros de comprimento. Para isso, estampa uma moça de boca aberta e a palavra blow em destaque, criando uma situação de duplo sentido que ao pé da letra aparenta surpresa, mas também remete à idéia de sexo oral. O anúncio provocou uma reportagem indignada no Advertising Age (leia aqui), que acusou a rede de fast food de misoginia, sexualização desmedida e desrespeito às mulheres.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Petrobras e Vale anunciam amanhã parceria em projeto

Os presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e da Vale, Roger Agnelli, concederão entrevista à imprensa amanhã, às 9 horas (de Brasília), para anunciar parceria das duas companhias em investimento. A divulgação da coletiva foi feita hoje por nota da Petrobras, que não informou qual será o investimento em parceria das duas maiores empresas brasileiras. A coletiva será no edifício sede da Petrobras, no Centro do Rio. Biodiesel Hoje, em comunicado, a Vale informou detalhamento sobre seus investimentos na produção de biodiesel. De acordo com o informe da empresa, até 2022, o consórcio da companhia com a Biopalma da Amazônia para produzir óleo de palma (matéria-prima para obtenção de biodiesel) contará com seis polos e seis usinas, com capacidade de 36 megawatts (MW) de cogeração de energia nas seis usinas e produção de cerca de 500 mil toneladas de óleo de palma. De acordo com cálculos da Vale, até 2022, serão gerados mais de seis mil empregos diretos com o projeto, que envolverá em torno de 15 mil hectares de agricultura familiar, englobando até duas mil famílias. Na nota, a Vale reitera que o consórcio contará com investimentos de US$ 500 milhões, sendo que mais de US$ 305 milhões foram investidos até abril deste ano. O consórcio com a Biopalma contará com 41% de participação da Vale. O investimento da mineradora brasileira será de US$ 305 milhões, que engloba a participação no consórcio e também a implantação e operação da planta de biodiesel, que será 100% da Vale. A empresa informou ainda que utilizará parcela da produção de óleo de palma para produção de biodiesel, combustível que irá alimentar toda a frota de 216 locomotivas do Sistema Norte, bem como máquinas e equipamentos de grande porte das minas de Carajás. Com a produção anual de óleo em 500 mil toneladas, a estimativa da Vale é que parte dessa produção será transformada em 160 mil toneladas de biodiesel para a mineradora, que serão utilizadas para autoconsumo. O restante do óleo de palma produzido será comercializado pela Biopalma, de acordo com a empresa.

Cronograma:
• 2009 - Assinatura do contrato Vale e Biopalma para produção de biodiesel. Já foi realizado o plantio de 800 mil mudas em cinco mil hectares; Preparação de mais 2 milhões e 300 mil mudas de palma para o plantio em 12 mil e 500 hectares no início de 2010.• 2011 – Colheita dos primeiros frutos e produção do óleo.• 2014 – Produção de biodiesel. A Vale se tornará autosuficiente na produção do combustível e, com isso, passará a utilizar o B20 (mistura de 20% de biodiesel e 80% de diesel comum), antecipando-se à Legislação

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pen drive da Kingston custa mais que netbook

A mania de grandeza da Kingston chegou ao Brasil em forma diminuta. Nós já falamos por aqui dessa novidade, e a reação de muitos foi de choque. A linha de pen drives DataTraveler 200 da marca, com capacidade de até 128 GB, está entre nós.Para quem não se lembra, a linha conta com pen drives de 32 GB, 64 GB e 128 GB. O último número é uma novidade no pequeno mundo dos pen drives. Nós esperamos que ele seja bem resistente, já que arriscar tantos dados assim não é uma boa ideia.E não é só os dados que são valiosos no DataTraveler 200. Como era de se imaginar, o preço também é de ouro. O de 32 GB custa 497,70 reais, o de 64 GB custa 880,50 reais e o monstro de 128 GB custa 2 265 reais, bem mais caro que um netbook da Asus com 160 GB, por exemplo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Hoje há mais ou menos empresas de tecnologia?

Ao mesmo tempo em que fusões não param de ser anunciadas -- só a Totvs fez com que seis empresas se tornassem uma --, novas companhias surgem. Então o total de empresas de tecnologia é maior, menor ou igual alguns anos atrás?
Para tirar a dúvida, procurei a Associação Brasileira de Software (Abes) e, para minha surpresa, o total de companhias cresceu 10,38% nos últimos três anos. Em 2005, eram 7700 empresas e, hoje, são 8500.
Segundo o presidente da Abes, José Curcelli, a questão é que a maioria das aquisições de empresa se dá entre companhias de médio e grande porte. Enquanto isso, muitos profissionais se associam e formam mais empresas.
As demissões são muito comuns em processos de fusão. Os profissionais dispensados que tem um perfil empreendedor -- mas que por algum motivo deixaram de lado a vontade de abrir o próprio negócio -- ficam então com a oportunidade de colocar suas iniciativas em prática.
Nesse momento de crise, com demissões em grandes empresas, o número de empresas deve crescer ainda mais, na opinião de Curcelli.
A variação do dólar é outro fator que influencia no surgimento de empresas. A queda no preço favorece que alguns profissionais identifiquem a oportunidade de trazer para cá sistemas criados no exterior e que não existem no mercado local.
Na imagem acima, é possível perceber que a maior parte das companhias nacionais são justamente voltadas para a distribuição e comercialização de software (52,2%). E, ainda de acordo com a Abes, 85% das empresas associadas são de pequeno e médio porte.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Até junho, Ponto Frio vai anunciar comprador

O processo de venda da rede de varejo Ponto Frio entra na reta final das negociações com três concorrentes na disputa: Magazine Luiza, Grupo Silvio Santos e Insinuante, segundo duas fontes próximas à negociação. Na semana passada, em reunião fechada com o alto escalão da companhia, no Rio de Janeiro, a direção da empresa informou que até esta sexta-feira (dia 29) uma das três propostas deverá ser aceita pelos controladores. De acordo com uma das fontes, que não quis ter seu nome revelado, a meta é fazer o anúncio oficial da venda no dia 8 de junho. Sem revelar os valores envolvidos nas propostas, as fontes dizem que o Magazine Luiza é um forte candidato à compra do Ponto Frio. Com 455 lojas em sete Estados, o Magazine Luiza poderia antecipar, com a incorporação do Ponto Frio, seu plano de expansão na Grande São Paulo, que prevê mais de 120 lojas até o fim de 2010. Em setembro do ano passado, a varejista abriu simultaneamente 44 lojas no mercado paulista, em um movimento inédito no varejo. Atualmente, a rede conta com 49 unidades na capital e região metropolitana de São Paulo. Com as lojas do Ponto Frio, o Magazine Luiza teria mais de 160 pontos, ultrapassando a Casas Bahia, que tem cerca de 150 unidades na região. Outro atrativo é a entrada no mercado do Rio de Janeiro, onde o Ponto Frio tem 88 lojas. Outro atrativo são as operações de comércio eletrônico, onde as duas redes fizeram investimentos recentes. A rede baiana Insinuante também está no páreo para a compra do Ponto Frio. A varejista já manifestou estar disposta a ampliar sua atuação nacional por meio da aquisição de outras redes. A Insinuante conta com 250 lojas em 12 Estados e encerrou 2008 com um faturamento de R$ 2 bilhões. O Grupo Silvio Santos também continua na disputa pela compra do Ponto Frio. Segundo o presidente do grupo, Luiz Sebastião Sandoval, a aquisição poderia antecipar "em alguns anos" o processo de expansão das Lojas do Baú. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Para inglês ver (e rival invejar)…



Caro leitor,
Você seria capaz de responder que clube foi o destaque da revista inglesa World Soccer neste mês? Não precisa nem parar para pensar! O Maior do Mundo foi o grande destaque da sessão “Club Focus” da revista em sua edição de Maio de 2009. A publicação é uma das mais lidas e prestigiadas do mundo, possuindo até uma versão japonesa para o consumidor asiático de futebol.
Com uma bela matéria de seis páginas (incluindo até uma “linha do tempo” de títulos que até o torcedor mais corneta vai gostar), a revista explica para o amante do futebol como funciona a estrutura tricolor. O jornalista Tim Vickery, autor da matéria, foi extremamente feliz ao minuciar com ricos detalhes toda a supremacia do maior clube do Brasil. Ou, como ele próprio sintetizou: “Brazil´s most successful club”.
Além de tudo isso, a matéria entitulada “6-3-3 squadron fly high” é imperdível pois traduz com extrema fidelidade a real grandeza do nosso clube, seus dirigentes, comissão técnica, estádio e atuais jogadores. O profissionalismo do jornalista difere daquela famosa papagaiada caseira que costumamos ouvir aqui no Brasil da boca de alguns comentaristas esportivos que vivem desfilando bobagens na TV, sem nenhuma noção sobre como trabalha um clube como o São Paulo.
Essa matéria é mais que uma homenagem ao sucesso do São Paulo que, não por acaso, é o maior papa títulos do Brasil sem mesmo ter chegado ao seu centenário. É um grande, verdadeiro e internacional “chupa” para os provincianos do jornalismo brasileiro, isso é, aqueles nefastos que que trabalham na midia tentando denegrir a imagem dos que fazem e mostram os resultados em campo e fora dele.
Pessoas como essas que devem ser eliminadas da midia esportiva e não aqueles que procuram exaltar as qualidades de cada clube.
Fonte e imagens: Revista World Soccer (Maio 2009)
Quer ler a matéria da revista World Soccer na íntegra? Acesse o link http://is.gd/CJer (clique na edição do Fernando Torres na capa e folheie até chegar nas páginas 66-67, 68-69 e 70-71)ou baixe as imagens da matéria aqui: http://is.gd/CJ7M - http://is.gd/CJ81 - http://is.gd/CJ8a

Saudações tricolores!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Os mais criativos do mundo


A revista americana Fast Company divulgou hoje a lista das 100 pessoas mais criativas do mundo dos negócios. No topo não estão nomes como Steve Jobs, o fundador da Apple, ou Bill Gates, da Microsoft, mas pessoas muito próximas a esses dois mitos. O primeiro lugar é ocupado por Jonathan Ive, vice-presidente sênior de design industrial da Apple e o homem por trás do "estilo" que consagrou os produtos da marca desde o iMac. Abaixo dele está Melinda Gates, a esposa de você-sabe-quem e a grande responsável pelos projetos da bilionária fundação da casal.
Vale a pena ver a lista toda (aqui), que traz nomes tão diferentes quanto o estilista Marc Jacobs e a ex-modelo Tyra Banks -- e outros que você provavelmente jamais ouviu falar.
Brasileiros? Não, não há.
Aliás, se fizéssemos uma versão verde-amarela desse levantamento em quem você votaria?

Como Tornar-se Um Líder

Na altura dos acontecimentos as propriedades de liderança são adotadas em todo o mundo como um elemento chave – em administração, um bom administrador é hoje em dia, por definição, um líder. Igualmente um bom líder será também um administrador.
É possível desenvolver suas próprias habilidades como líder? SIM. Desejem desenvolve suas habilidades básicas de liderança. Ninguém pode lhe ensinar liderança, isso é algo que você deve buscar. Buscar com a experiência. Porém a experiência junto com a prática deve ser catalisada por sábias atitudes e iluminadas idéias. No momento em que a coesão desses elementos se determina, é que o resultado acontece.
Diferenças e semelhanças:
As diferenças e semelhanças entre liderança e administração. Contudo, a maioria das pessoas práticas está interessada antes de mais nada naquilo que se devem fazer, e não se isso deve ser denominado de: “liderança” ou “administração”, ou ambas as formas.
Liderança é um predicado indispensável para o administrador. E administrar implica o trato com pessoas para consumar objetivos pré-estabelecidos.
O líder cuida para que haja bom entendimento entre todos de modo que se sintam cômodos, façam a sua parte e ajudem-se mutuamente. Neste sentido, a comunicação é essencial e deve ser sempre uma via com duas mãos: saber expor e saber ouvir com atenção as idéias alheias, pois as melhores provêm sempre desse intercâmbio de opiniões que aperfeiçoa o trabalho rumo ao objetivo perseguido.
Qualidades essenciais:
Você não pode deixar de lado questões de personalidade e caráter na liderança. Existem algumas qualidades que você tem que ter.
Basicamente, você devera possuir servir exemplo, e talvez até mesmo personificar as qualidades esperadas ou requeridas em seu grupo de trabalho. A ausência disso você ficará sem credibilidade. (Incidentalmente, aqui está uma das primeiras diferenças entre líderes e administradores: este último pode ser pode ser nomeado entre outros numa hierarquia. Independente de possuir ou não as qualidades requeridas.)
Qualidades de atuação do Líder:
1- Cooperação e confiança mútua. Lideres observam os seus colaboradores e cuidam para que haja cooperação mútua. Ao detectar algum comportamento inadequado deve imediatamente adotar medidas corretivas. Comportamentos inadequados devem ser comunicados mediante uma abordagem direta, clara e objetiva.
2- Tomada de decisão onde existe a competência. As mudanças devem ser preparadas e executadas uma vez asseguradas que as competências essenciais estão garantidas. Alguns funcionários são extremamente analíticos, outros são mais generalistas, existem funções que requerem perfis específicos, o mau líder pode não entender os perfis dos funcionários e as necessidades das funções e comprometer os resultados.
3- Gerenciamento focado em resultado. Líderes centralizadores e preocupados em controlar todas as rotinas de suas áreas demonstram incapacidade de formar uma equipe competente. Formar uma equipe competente capaz de tocar a rotina de uma área deixará o líder disponível para focar nos resultados mais importantes. Bons líderes formam sucessores e estão sempre disponíveis para novos desafios.
4- Avaliação de performance contínua e clara. Prover feed back contínuo aos membros de sua equipe é característica dos líderes. Mencionar aos seus colaboradores os pontos fortes observados irá contribuir para que tais pontos se fortaleçam ainda mais, por outro lado, apontar de forma reservada as necessidades de melhora e falhas ocorridas evitará reincidências futuras e fará com que falhas do passado se transformem em aprendizado e elementos de melhoria contínua.

5- Comunicação franca. A abordagem do líder deve ser franca, direta e objetiva. O líder é assertivo. A comunicação deve ocorrer sem grandes introduções. Um líder não perde tempo e comunica francamente o que for necessário.

6- Informações compartilhadas. Hoje as grandes organizações expõem as suas visões, seus valores e metas nos murais da empresa. Dentro das áreas de uma organização os gestores devem adotar papel semelhante, não pode existir nada pior do que um colaborador participar ativamente na busca dos resultados, e depois ser ignorado pelo seu superior.

7- Trabalhando com emoções e argumentos em situações de conflito. Diversos tipos de conflito ocorrem dentro de uma área de trabalho, como problemas entre os membros da equipe ou problemas de um membro da equipe com pessoas de outras áreas. Em situações de conflito um líder deve procurar antecipar as reações e entender as emoções. Uma forma de intervir é efetuar indagações que sirvam para o colaborador controlar suas emoções e assumir comportamentos mais adequados. Exemplos de questões: Qual a conseqüência que esse problema pode acarretar? Como podemos evitar situações semelhantes no futuro?

8- Fazer uso de diversas opiniões, argumentos e diferentes culturas. A prática da democracia é difícil e todos os governos democráticos possuem defeitos, mas ainda não surgiu sistema melhor de governo. As empresas requerem a prática da democracia, mas sem abrir mão de uma liderança forte e voltada para resultados, assim considerar diferentes opiniões, argumentos e culturas enriquece o processo de tomada de decisões.

9- Comprometimento com novas idéias. Muitas grandes idéias foram consideradas ridículas quando expostas pela primeira vez. Recriar o que existe visando eficiência e eficácia, rever processos para cortar o que não agrega valor, buscar sinergias, reduzir custos, são elementos que normalmente estão atrelados às novas idéias, logo o gestor deve estar comprometido com as novas idéias. Visto que são elas que possuem o poder de transformar para melhor.

10- Identificar e destacar méritos. Certa ocasião um gerente recebeu uma carta parabenizando-o por um resultado alcançado em uma empresa onde ele havia pedido demissão há três meses, vejam até onde chegou a capacidade de reconhecer e destacar méritos do ex gestor desse gerente. Todo funcionário quer ter o seu mérito destacado. Um gestor que esconde os méritos de seus colaboradores e capitaliza somente para si os resultados estará agindo de forma individualista e sendo um mau líder. Um gestor que identifica e destaca méritos de forma justa e imparcial, propiciará a sua equipe maior comprometimento, melhorará o clima de trabalho.

11- Compartilhar e desenvolver parcerias. Desenvolver parcerias significa disposição para compartilhar responsabilidades, obrigações e méritos. Parceria é uma relação ganha-ganha onde o equilíbrio, a honestidade e a ética são elementos sempre presentes. Não há possibilidade de se tornar um líder sem compartilhar e desenvolver profundas relações de parcerias com o seu grupo de colaboradores e também com outras partes dentro e fora da empresa.

12- Comprometimento com liderança. O líder precisa ter consciência da responsabilidade que carrega e da necessidade de estar comprometido com a liderança. Um adequado comprometimento com a liderança se reflete em uma equipe forte, que trabalha motivada e que entrega resultados.
Conclusão: As competências essenciais relatadas esgotam as qualidades necessárias a um bom líder? A resposta certamente é não. A essas qualidades podemos juntar outras como: Ética, caráter e coragem. No entanto essas últimas qualidades não são apenas qualidades, mas sim pré-requisitos, não somente dos líderes, mas de todos os membros de uma equipe. Ao analisarmos os líderes em atividade notaremos que freqüentemente muitos desses atributos estão ausentes, as empresas fixam metas agressivas de crescimento, rentabilidade e outras, no entanto deveriam também medir, avaliar e buscar avanços no comportamento de seus gestores.

Qualidades de liderança – no sentido amplo:
Entusiasmo: Você consegue pensar em algum líder que não tenha entusiasmo? É muito difícil, Não é?
Integridade: Essa é a qualidade com que as pessoas acreditem em você. E confiança é essencial em todos os relacionamentos humanos – sejam profissionais ou pessoais.
Firmeza: Muitas vezes os líderes são pessoas exigentes, sendo incômodo tê-los por perto, pelo fato de seus padrões serem muito elevados. Eles São obstinados e persistentes. Líderes querem ser respeitados, mas não são necessariamente populares.
Imparcialidade: Líderes eficientes tratam seus funcionários diferentemente, porém de forma igualitária. Eles não têm favoritos. Eles são imparciais ao darem recompensas ou penalidades pelo rendimento.
Zelo: A insensibilidade não leva a bons líderes. A liderança envolve o coração, assim como a mente. Gostar do que você faz e importar-se com as pessoas é igualmente essencial.
Humildade: Uma qualidade curiosa, porém próprias dos melhores lideres. O oposto da humildade é a arrogância. Quem deseja trabalhar para um líder arrogante? Os sinais de um bom líder são o desejo de ouvir as pessoas e ausência de egocentrismo.
Confiança: Confiança é essencial. As pessoas sentem a sua presença, portanto o desenvolvimento de autoconfiança é sempre anterior ao exercício da liderança. Mas não de permita que a autoconfiança seja excessiva, que é o primeiro passo para a arrogância.
(Algumas pessoas podem questionar a inclusão da integridade nessa lista. Não houve bons líderes, assim como Adolf Hitler, ao qual falava totalmente a integridade? Sim, existe uma útil distinção entre bons lideres e lideres para o bem. Se Hitler foi ou não um bom líder é uma questão discutível. Em alguns aspectos ele foi, em outros não, mas certamente ele não foi um líder para o bem. Porém tudo isso é pouco acadêmico. Porque a liderança que não se sustenta no alicerce da integridade não permanece: sempre vai entrar em colapso, e geralmente mais cedo do que se pensa. Pois é que rege a natureza humana.
Campos de liderança:
Todos os campos da liderança – posição, conhecimento e personalidade são importantes para conseguir com que as pessoas livres e iguais cooperem e produzam grandes resultados.
Na primeira faze de sua carreira de líder, você provavelmente estará atuando num campo de trabalho claramente definido, e terá adquirido o conhecimento profissional e técnico necessário. Mas, dentro do seu campo de trabalho, as situações modificam-se todo tempo. Quanta flexibilidade você tem? Você consegue, por exemplo, liderar bem tanto no crescimento quanto na retração?
A flexibilidade necessária para permanecer no cargo em situações díspares vai muito além do que imaginamos algumas são imprevisíveis.
Quanto mais as pessoas tomarem parte nas decisões que afetam sua vida no trabalho, tanto mais estarão motivadas a cumpri-las. Isso é uma da s facetas dos que se denomina Empowerment.
Parte da idéia de dar às pessoas o poder, a liberdade e a informação que lhes permitem tomar decisões e participar ativamente da organização. A utilização de equipes auto dirigidas e a adoção de sistemas orgânicos de administração e culturas participativas e abertas nas organizações significam que estas estão tentando difundir e compartilhar o poder com todos os seus membros, abrindo mão do controle centralizado, e isto parece ser a solução viável que promove rapidez, flexibilidade e capacidade de decisão da organização.
Poder – dar poder às pessoas, delegando autoridade e responsabilidade em todos os níveis da organização. Isso significa dar importância e confiar nas pessoas, dar-lhes liberdade e autonomia de ação.
Motivação – proporcionar motivação às pessoas para incentivá-las continuamente. Isso significa reconhecer o bom desempenho, recompensar os resultados, permitir que as pessoas participem dos resultados de seu trabalho e festejem o alcance de metas.
Desenvolvimento – dar recursos às pessoas em termos de capacitação e desenvolvimento pessoal e profissional. Isso significa treinar continuamente, proporcionar informações e conhecimento, ensinar continuamente novas técnicas, criar e desenvolver talentos na organização.
Liderança - proporcionar liderança na organização. Isso significa orientar as pessoas, definir objetivos e metas, abrir novos horizontes, avaliar o desempenho e proporcionar retroação.
é impossível não o associarmos a liderança e cultura organizacional. É extremamente difícil usarmos técnicas tão eficazes e valiosas como o empowermet se temos uma cultura organizacional baseada em tomadas de decisões centralizada. É importante informar as organizações de que, delegando não há perda de poder ou liderança; pelo contrário, os processos ficam mais eficazes e os colaboradores se sentem mais úteis, fazendo parte diretamente das tomadas de decisão. A orientação e motivação dos líderes para as vantagens do empowerment é um dos primeiros passos a dar, face aos receios sobre delegação de poderes e de restrição da sua função à própria delegação. Um líder, além de delegar, tem a atribuição de criar mecanismos para que seu grupo ou equipe caminhe; proporcionar ferramentas necessárias à execução das atividades e a conclusão das tarefas e processos da sua empresa.
Comunicação:
A comunicação é irmã da liderança. Lembre-se de que ouvir é idêntico em importância. Todo mundo tem algo para contribuir com o plano e sua execução: Idéias, sugestões ou informações. O líder precisa ser um bom ouvinte.
Você pode atender as necessidades individuais ao ouvir as pessoas e reconhecer a contribuição daqueles que ajudam a alcançar os objetivos da reunião.
Princípios fundamentais para motivar seus funcionários:

Esteja você mesmo sempre motivado: Se você não estiver completamente envolvido e entusiasmado, como poderá esperar que outros estejam.
Selecione pessoas que estejam altamente motivadas: Não é fácil motivar as pessoas de má vontade. Escolha aquelas pessoas que possuam potencial de motivação em si mesma.
Estabeleça metas realistas e desafiadoras: Quanto melhor a equipe e seus membros individuais, tanto melhor eles responderam a objetos que os provoquem, contanto que os objetivos sejam realistas.
Lembre-se de que o progresso motiva: Se você nunca oferece as pessoas um feedback sobre como estão progredindo logo irão desmotivá-las.
Planeje recompensas justas: Não é fácil. Você recompensará a equipe toda, cada funcionário ou ambos? De qualquer forma sensação de recompensa injusta vai certamente contra a motivação.
Demonstre reconhecimento: Não lhe custa nada, mas o elogio e o reconhecimento baseado no desempenho são o oxigênio para o funcionário tenha cada vez mais determinação e comprometimento.

terça-feira, 19 de maio de 2009

De como eu fiquei gago (A gênese)

Aconteceu comigo: fui contratado pelo chefe do meu chefe. No que depender de mim, nunca mais permitirei que isso aconteça em minha carreira. Uma contratação só pode dar certo quando ela parte de quem vai ser o seu chefe direto, quando ela é um desejo genuíno do sujeito para quem você vai se reportar. Quando o chefão lhe procura, a sua primeira reação é se imaginar numa situação especial, privilegiada, afinal, é o pai-de-todos que está interessado em você. A julgar pela minha experiência, no entanto, há várias grandes, imensas, profundas arapucas escondidas aí.

Depois de negociar com o chefão, fui convidado a conhecer aquele que seria o meu chefe direto. Tivemos uma série de almoços para lá de agradáveis. E eu imaginei que tudo estava bem. Não estava. Só muito mais tarde percebi que a cultura daquela empresa era militar, de uma verticalização das decisões muito forte. E meu chefe direto, em especial, era um sujeito muito sensível àquela hierarquia semi-ditatorial. (Não por acaso, estava na empresa há mais de 25 anos.) Então ele acatou a sugestão do seu chefe sem pestanejar. Em lugares assim, regidos pelo medo, qualquer insight que o chefe tem no elevador é a idéia mais brilhante de todos os tempos. Moto-contínuo, também sem pestanejar, ele decidiu que eu era uma ameaça. Mais jovem, com outra formação e com a missão oficial de trazer idéias novas, meu chefe me tomou, sei lá, como alguém que estava ali para roubar a sua cadeira - de maneira combinada com o chefão ou não. (Ele deve ter sofrido muito com isso.) Me tomou, no mínimo, como um recado indigesto de que precisava mudar, evoluir, fazer diferente. Em suma: me viu, desde o primeiro momento, como o invasor a ser batido. Riscou um xis na minha testa antes mesmo de eu assumir meu posto. Tudo na maciota, no sapatinho, na grande hipocrisia dos sorrisos construídos com ódio.

Já pensei várias vezes se eu deveria ter chegado ali com mais ímpeto. Se a minha estratégia de chegar pianinho acabou passando uma idéia de pouca solidez e de fragilidade. Já pensei várias vezes que, ao contrário, apesar da modéstia de que me revesti naquela chegada, talvez eu tivesse que lamber solas de sapato para sobreviver. Ou nem mesmo assim. Hoje penso que não importa o que tivesse feito ou deixado de fazer: meu destino já estava selado desde o início. Minha contratação havia tido um problema de origem, insolúvel. Não adiantaram todas as minhas tentativas de aproximação, para ganhar confiança, para liberar meu chefe do dia-a-dia, para que ele assumisse uma posição mais condoreira. Quis que minha presença permitisse a ele trabalhar menos. Não deu certo. Quis me posicionar como seu pupilo, para que imprimisse em mim as marcas do seu DNA, para que me enxergasse como parte da família, do time. Também não deu certo. Nada daria. Eu era um sapo que ele havia engolido. E que estava só esperando o tempo da digestão para ser devidamente expelido.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Conmebol oficializa e São Paulo está nas quartas da Libertadores


Entidade comunicou o clube sobre a decisão na noite desta segunda-feira. Tricolor enfrentará vencedor de Cruzeiro x Universidad do Chile SPFC - 11/5/2009 Na noite desta segunda-feira, o São Paulo Futebol Clube foi notificado oficialmente pela Confederação Sul-Americana de Futebol que está classificado às quartas-de-final da Copa Libertadores da América. A decisão da entidade máxima do futebol sul-americano se baseou na desistência das equipes mexicanas em continuar na competição, fato que foi oficializado pela Federação Mexicana apenas hoje. Desta forma, a equipe espera a definição da vaga entre Cruzeiro e Universidad do Chile para saber qual será o próximo rival na competição. As datas e horários das quartas-de-final ainda estão indefinidas.



domingo, 10 de maio de 2009

O que tira você da cama?


Essa é uma daquelas perguntas bobas que quando a gente se faz de verdade são bem difíceis de responder. Por que ela toca, matreiramente, em questões centrais: o que lhe motiva? O que lhe dá prazer? Você trabalha por que, para quê? O que traz alegria ao seu dia-a-dia? Onde você quer chegar? O que você deseja construir? O que, afinal, você está fazendo com a sua vida?
Ontem um amigo me disse que o Ronaldo Fenômeno tem estimados 250 milhões de dólares na conta bancária. O que dá uns 600 milhões de reais. Além disso, e de ter ganho quase todos os louros que alguém poderia almejar na sua profissão, ele tem dois joelhos estourados, 32 anos, uma bela barriga a perder, vários maus hábitos a mudar e uma baita pressão de todo mundo, nessa sua volta aos gramados, por tudo que ele já conquistou e por tudo que ele representa. Nós nos perguntamos então: por que ele está voltando, encarando todos esses desafios e esses sacrifícios? Afinal, o que tira o Ronaldinho da cama todo dia e o leva a enfrentar o trânsito da Marginal do Tietê até o CT do Corinthians, em São Paulo, para ralar ao lado de Jorge Henrique e de Dentinho, ao invés de ficar brincando com os filhos em Angra dos Reis? De onde vem o seu entusiasmo para viajar horas enlatado num ônibus e disputar um derby contra o Mirassol ou o Oeste?

Talvez ele esteja mirando na Copa do Mundo de 2010. Talvez ele queira encerrar a carreira na alta, deixando uma imagem melhor do que a que vinha construindo ultimamente - com contusões, escândalos, pouca produtividade, excesso de peso. Talvez ele simplesmente precise jogar futebol, como você precisa de comida para existir. Talvez ele tenha se desafiado a dar a volta por cima mais uma vez, a não se deixar vencer pela exaustão do seu corpo. Talvez ele seja viciado no assédio da imprensa, dos fãs, na paparicação dos repórteres e apresentadores de TV, em ter um estádio inteiro gritando seu nome e enlouquecendo depois de um gol dele. Talvez ele queira simplesmente mostrar a si mesmo e a todo mundo que ainda pode, que ainda não é um "ex", que tem um carreira a desenvolver.
Não sei se Ronaldo tem esse tipo de clareza quanto a sua decisão. Não sei sequer se se faz esse tipo de questionamento e se se preocupa em encontrar boas respostas para isso. Mas você e eu podemos fazer essa pergunta a nós mesmos. O que tira você da cama todo dia? Será muito esclarecedor se você conseguir chegar a bom termo nessa auscultação interna -você vai enxergar com mais clareza a si mesmo. Você se veste e toma café e sai de casa pela manhã para ganhar dinheiro, meramente? São só as suas contas e o sustento da sua família que o movem? São os projetos que você está tocando que o apaixonam? É o ambiente da empresa, as pessoas do trabalho? É o tipo de trabalho que você desenvolve - você adora o que faz? É a sensação boa de estar conectado, de fazer parte da engrenagem, de ter algo em comum - um emprego - com todos os outros? É a garantia de não precisar ficar muito tempo em casa, tendo que conviver com sua mulher ou seu marido e com as crianças?

Pensa aí. Depois me conta.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sempre as Segundas


Há certas segundas-feiras em que dá uma preguiça de tudo. Você acorda de manhã, está friozinho, não tem sol lá fora, e o primeiro pensamento é "ah, não..." Deixa eu ficar aqui embaixo, encolhido. Deixa eu não ter que sair para enfrentar a barra do dia, para matar tantos leões, para ter de batalhar tanto por "sins", tendo que ouvir tantos "nãos". Aí você vê o mundo lá fora se mexendo e percebe que não é possível ficar parado. Que já passou o tempo de torcer para ficar doente e não ter de ir para a escola. Não há espaço para a fadiga. Nem para a fuga. Sua professora não é mais o único interlocutor a ser conquistado. Sua mãe não lhe oferece mais toda a guarida e a proteção de que você precisa na vida. Sua mulher já levantou e está vestindo as crianças para você levá-las ao colégio. Em seguida ela vai colocar uma roupa bacana (que mulher elegante, meu deus do céu, você é um homem de muita sorte) e sair para lutar a sua própria luta. Então você sai da cama, lava o rosto, faz a barba e escova os dentes olhando-se nos olhos, à frente do espelho. O dia engata a primeira marcha. Você pega no tranco. E não raro até acelera, dirige diretinho, faz curvas com rapidez e destreza, arrisca com sucesso uma ou duas ultrapassagens. Mas nem mesmo batendo o recorde da pista você é capaz de esquecer aquela modorra pegajosa, perigosa, que tomou conta de você de manhãzinha. Ela é um vulto que o persegue, como que querendo lhe dizer algo, como que sussurrando uma mensagem fundamental que você faz de tudo para não ouvir e não entender.


Nesses dias, confesso, só um bom risoto me redime.