O deus Apolo persegue a ninfa Daphne pelo bosque.
Está apaixonado por ela, mas Daphne, sempre cortejada por todos, não aguenta
mais o seu próprio brilho, e pede ajuda aos deuses, dizendo: “destrói esta
beleza que nunca me deixa em paz”.
Os deuses escutam o apelo de Daphne e a transformam
numa árvore, o loureiro.
Apolo não consegue mais encontrá-la, pois agora ela
é apenas uma parte da vegetação.
Daphne agiu de uma maneira que todos nós conhecemos
bem: muitas vezes matamos nossos talentos, porque não sabemos o que fazer com
eles. É mais confortável a mediocridade de ser apenas “mais um”, do que a luta
para mostrar tudo àquilo do que somos capazes de fazer com os dons que Deus nos
deu.
Saímos pelo mundo em busca de nossos sonhos e ideais.
Muitas vezes colocamos nos lugares inacessíveis tudo aquilo que está ao alcance
das mãos.
Quando descobrimos o erro, sentimos que perdemos tempo
buscando longe o que já tínhamos perto.
Culpamos-nos pelos passos errados, pela procura
inútil, pelo desgosto que causamos.
Não é bem assim: embora o tesouro esteja enterrado na
sua casa, você só irá descobri-lo quando se afastar. Se Pedro não tivesse
experimentado a dor da negação, não teria sido escolhido como chefe da Igreja.
Se o filho pródigo não tivesse abandonado tudo, jamais
seria recebido com festa por seu pai.
Existem certas coisas em nossas vidas que tem um selo
dizendo: “você só irá entender meu valor quando me perder – e me recuperar”.
Michael Phelps acaba de quebrar um record de 2.160 anos, mantido por Leônidas de Rodes, um dos mais famosos atletas olímpicos da Antiguidade... Leônidas competiu nos jogos de 164 a.C. e conquistou a coroa de louros em três corridas.
O versátil corredor antigo repetiu o feito nas três Olimpíadas seguintes, de 160 a.C., 156 a.C. e depois em 152 a.C., quando já estava com 36 anos.
Milênios foram atravessados, guerras e evoluções tecnológicas aconteceram. Até que Michael Phelps entrou na piscina aqui no nosso País e ultrapassou o Leônidas com sua 13ª medalha olímpica individual de ouro.
Feliz por contemplar um feito histórico e milenar.
O grande mestre e o guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o guardião morreu e foi preciso substituí-lo.
O grande mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.
“Vou apresentar um problema”, disse o grande mestre. “E aquele que o resolver primeiro, será o novo guardião do templo”.
Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima estava um vaso de porcelana caríssimo, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. “Eis o problema”, disse o grande mestre.
Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?
Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso, e atirou-o no chão, destruíndo-o.
“Você é o novo guardião”, disse o grande mestre para o aluno.
Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou: “eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado. Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado, mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto. Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente. Nessas horas, não se pode ter piedade, nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo”.
Podemos afirmar que hoje em dia, alguns eleitores se comportam como torcedores fanáticos de futebol.
A dicotomia política já se faz tão bilateral, que a rivalidade entre defensores do governo e opositores está tão ácida, carregada de ódio e cheia de tensão como as organizadas num clássico de Flamengo x Vasco ou São Paulo x Corinthians.
São os “Petralhas” vs “Coxinhas” dos gramados das mídias sociais.
O mais curioso são pessoas dotadas de consideráveis níveis de intelecto, quociente de Inteligência invejável, que se deixam cair nas provocações e se inflamam nas discussões; perdem a razão, a retórica e até a elegância; exalam o aroma da cólera através de estúpidas farpas e trocas de acusações baratas.
Independente das mazelas e a situação delicada que se encontra o país, não vale a pena perder a admiração de um colega ou arranhar uma amizade por conta de sigla ou cores de partido.
Em suma, os políticos são infinitamente remunerados para se aliarem no viés de cada vez ganharem mais, enquanto nós a troco de nada perdemos tempo, momentos e até a inteligência de vivermos em sociedade.
Apressado, sai do prédio deixando o portão bater sozinho,
ainda ajeitando a camisa por dentro da calça enquanto ligeiramente caminha.
Aperta o passo, não há tempo nem para olhar para os lados,
apenas baixa os olhos para seu Tissot folgado no pulso esquerdo... A cada
trinta segundos.
Dezembro, céu de brigadeiro, o sol a pino de quase meio dia faz
grudar o tecido da camisa as suas costas. Sua fotofobia lhe faz apertar olhos protegendo-os
da luz diurna; continua seu trote, não há tempo para procurar seu Rayban
Clubmaster em meio à bagunça de papeis, livros, cédulas amassadas, moedas e
dois maços de Marlboro em sua bolsa carteiro de couro.
Sinal vermelho, para bruscamente na calçada olhando o
semáforo com a mão a frente da testa fazendo sombra aos olhos, não vê
nitidamente as cores, baixa a cabeça correndo mais uma vez os olhos ao relógio,
mas nota o cadarço desamarrado de seu velho tênis preferido e bem gasto por sua
pisada pronada. Articulando num reflexo
mental o movimento de como se abaixar rapidamente para amarar seu cadarço, ouve
os sons da aceleração dos carros; sinal verde, não há tempo, continua seus
ligeiros passos. Incomodado e pisando cautelosamente, agora sente seu tênis frouxo
no pé.
A pisada manca lhe faz perder segundos preciosos, sua ira se
aflora por estar em cima da hora e ter de desacelerar par dar passagem a uma
senhora e seus três poodles negros, que encabrestados em suas guias tomam a
calçada. Mais á frente, quatro idosos lado a lado caminham em passos letárgicos
na inversão proporcional de sua pressa; em meio aos carros invade a pista,
ultrapassa os anciãos e volta à calçada, um skatista vem em sua direção, incólume
desvia mais uma vez.
Os batimentos já acelerados, respiração ofegante, rosto tomado
em suor e metade da camisa molhada por fora da calça fazem esquecer-se do
cadarço tocando o chão; seus passos rápidos se transformam num ritmo fundista
embora sem sincronia; correndo variando os ritmos, desviando dos vendedores de eletrônicos,
do carrinho de mão do fruteiro e do guardador de carros que monitora a vaga;
esbarra no entregador de papeis com anúncios de compra de ouro, apenas acena
discretamente o pedido de desculpas.
Não bate um vento, apenas o clima seco e sensação térmica de
46 graus; parado novamente no sinal, que acabara de avermelhar para o pedestre,
encontra a lacuna do tempo para amarrar o cadarço, abaixa-se e assim o faz, ergue
os olhos e avista a portaria do edifício do outro lado da rua na qual fará sua
entrevista de emprego; assim que os carros param, ele segue desbravando seus últimos
metros antes de cruzar a portaria espelhada e moderna.
Ainda com pisadas fortes adentra o edifício, sem muitas
dificuldades se apresenta para a recepcionista no lobby central; corre para a
porta do elevador que está parado no vigésimo terceiro andar; toca o indicador
aceleradamente e renitente o botão para subir. Entre a contagem dos andares no
visor eletrônico na parede e os olhos no relógio, sua ansiedade faz dos
segundos virarem uma interminável espera.
Abrem-se as portas do elevador, sozinho ele entra, retira a
anotação do endereço do bolso da camisa e diz o andar para o ascensorista; no
segundo andar o elevador para, não há ninguém a espera; somente com a cabeça
para fora o ascensorista anuncia a subida. Ninguém.
No monitor interno do elevador, informa as condições
climáticas do dia, da hora e data.
Em seu primeiro momento de entretenimento, olhando a tela, o
jovem apressado repara que de acordo com a hora do monitor, está adiantado quarenta
minutos, olha seu relógio novamente; incrédulo consulta as horas ao ascensorista
que lhe confere com as do monitor.
Soltando o ar dos pulmões num alivio imediato, vidra seus
olhos mais uma vez ao monitor, sua pupila corre a tela até parar na data. Num
estalo temporal busca sua anotação agora no bolso da calça.
Tomado de cólera solta três palavrões seguidos ao constatar
que sua entrevista é no dia seguinte.
A trilogia de Star Wars composta pelos Episódios I, II e III, lançada entre 1999 e 2005, está longe de ser unanimidade entre os fãs da saga. De qualquer maneira, são filmes que fazem parte da história apresentada ao mundo entre os anos 70 e 80, para o bem ou para o mal.
Outro dia me deparei com alguns artigos sobre diferentes ordens para se assistir aos filmes da saga, especialmente para quem jamais assistiu a nenhum deles. A leitura foi muito interessante, com ótimos argumentos a favor dessas ordens não oficiais. Deparei-me até com versões que trazem novas montagens para os Episódios I e II, das quais não tinha conhecimento.
De qualquer maneira, o que quero é compartilhar com vocês essas ordens ideais para se assistir aos filmes da saga. Obviamente, no momento em que escrevo esse texto, os novos filmes que darão sequência à trilogia ainda não foram lançados, mas imagino que, dando tudo certo, eles venham a se encaixar após o Episódio VI sem problemas.
Como não quero dar spoilers para quem jamais assistiu aos filmes, vou começar simplesmente listando as ordens propostas. Em seguida, explicarei um pouco dos motivos para essas escolhas.
Mas esse guia também vale para quem, como eu, já assistiu incontáveis vezes a todos os filmes. Vale também para quem pretende apresentar a saga a um novato: amigos, namoradas, namorados, pais, filhos. Com a trilogia pregressa, costuma surgir essa dúvida: “Em que ordem mostro os filmes para fulano?”. Essa lista deve ajudar nessa tarefa.
NOVAS ORDENS
As maneiras mais óbvias de se assistir aos filmes são: pela ordem de lançamento ou pela ordem cronológica. As duas possuem problemas graves, que discutirei mais à frente.
Há outras duas ordens pensadas por fãs para se assistir aos filmes.
A primeira é a ordem conhecida como Ernst Rister. A sequência que deve ser seguida é Episódios IV, V, I, II, III e VI.
A segunda é conhecida como ordem Machete. Nela, a sequência que deve ser seguida é Episódios IV, V, II, III e VI. Sim, é exatamente isso. O Episódio I é totalmente ignorado nessa ordem.
Se você está aqui porque jamais assistiu aos filmes, escolha uma dessas duas ordens e seja feliz. Retorne aqui para ler o restante do texto assim que já conhecer a saga. Para quem já conhece os filmes e não tem problema com spoilers, vamos a algumas explicações de por que essas ordens funcionam melhor do que as ordens oficiais.
O maior problema de assistir aos filmes na ordem cronológica, do Episódio I ao Episódio VI, é que acaba com a surpresa de que Darth Vader é pai de Luke Skywalker.
Como o site “Machete Juggling” bem aponta, se você acha que isso não faz mal por essa informação já ser de conhecimento comum, veja a reação dessas crianças ao acompanharem essa revelação em “O Império Contra-Ataca”:
Pois é, para uma pessoa que nunca viu, é quase um crime privá-la desse momento. Quando “O Império Contra-Ataca” estreou em 1980, essa foi uma das cenas mais marcantes (se não a mais marcante) do filme e até hoje figura em listas das maiores surpresas da história do cinema.
A ordem de lançamento – IV, V, VI, I, II e III – também traz problemas, particularmente nas versões remasterizadas, atualmente as mais difundidas, já que George Lucas fez questão de sumir com as versões originais, sem retoques.
No final de “O Retorno de Jedi” – nota pessoal: a tradução correta deveria ter sido “O Retorno dos Jedi” – enquanto todos celebram a vitória sobre o Império e Luke vê os espíritos de seus mentores Obi-Wan e Yoda, o fantasma de um jovem bizarro se junta a eles. Sim, quem já conhece os filmes sabe que aquele se trata de Anakin Skywalker, interpretado por Hayden Christensen na nova trilogia, mas para quem não conhece os filmes, quem é aquele moleque? Nada é dito nesse momento, fica apenas a imagem deles. Quem não tem conhecimento dos Episódios I, II e III, especialmente uma criança, não entenderá quem é aquela pessoa – que na versão original, obviamente, trazia o ator Sebastian Shaw. Isso sem entrar no debate de por que apenas Anakin aparece jovem, enquanto Yoda e Obi-Wan aparecem com a idade em que morreram.
A ordem Ernst Rister soluciona esses problemas. Você começa com os episódios IV e V, terminando com o suspense de como Darth Vader pode ser pai de Luke. Então, indo para os Episódios I, II e III, é como se tivesse um grande flashback dessa história. Vale lembrar que “O Império Contra-Ataca” acaba com outros grandes ganchos, com o Império atacando os rebeldes, Luke perdendo uma mão e Han Solo carbonizado, aumentando a expectativa para o desfecho da saga. Assistir aos Episódios I, II e III antes do VI, além de resolver os problemas já apontados pelas ordens oficiais, acaba gerando ainda mais emoção e empolgação na sequência dos fatos.
CORTANDO O EPISÓDIO I
A Ordem Machete, com Episódios IV, V, II, III e VI, vai além e radicaliza um pouco mais, cortando totalmente o Episódio I. De acordo com seu criador, “o Episódio I é uma falha em todos os níveis possíveis, mas George Lucas faz um favor ao tornar o conteúdo de ‘A Ameaça Fantasma’ totalmente irrelevante para a série”.
Todos os personagens em Episódio I ou são mortos ou retirados antes do fim (Darth Maul, Qui-Gon, Chancellor Valorum), não são importantes (Nute Gunray, Watto), ou são mais bem apresentados e desenvolvidos em episódios futuros (Mace Windu, Darth Sidious).
Como aponta o “Machete Juggling”, o Episódio II estabelece tudo que você precisa saber sobre a história das novas trilogias: vários sistemas querem deixar a República, eles são liderados pelo Conde Dooku e a Senadora Amidala votará se a República criará ou não um exército.
Coisas retiradas da saga se cortarmos o Episódio I:
Adeus Jar-Jar Binks, que tem só umas poucas falas em Episódio II.
Adeus midiclorians! Há apenas mais uma menção a midiclorians na saga após o Episódio I, mas sem entrar em muitos detalhes.
Adeus inocente Jake Lloyd como Darth Vader criança.
Adeus confusão entre Padmé e Rainha.
Adeus confusão entre mestres! Darth Sidious treina Conde Dooku e Obi-Wan treina Anakin, simples assim, como sempre deveria ter sido.
Adeus “disputas comerciais” e partes chatas do roteiro.
Adeus concepção imaculada! Nós simplesmente não sabemos quem é o pai de Anakin, o que é muito mais simples e direto.
Além de tudo isso, remover o Episódio I da saga e dessa ordem traz mais coesão a toda história, de maneira geral. Personagens como Anakin e Obi-Wan ganham uma lógica visual e de comportamento condizente em todos os filmes, algo que é quebrado em “A Ameaça Fantasma”. No Episódio II, quando Padmé se refere a Anakin como “aquele garotinho que conheci em Tatooine”, simplesmente assumimos que eles já se conheciam, e a bizarra diferença de idade entre os dois que parece não existir mais nesse filme, desaparece. O romance dos dois, também por conta disso, se torna mais plausível. Como nós preenchemos as lacunas do que pode ter sido o passado deles, o romance que se inicia em “O Ataque dos Clones” é muito mais natural e verossímil.
Pular o Episódio I também faz com que a revelação de que Palpatine é o Darth Sidious funcione melhor, já que sua aparição em “A Ameaça Fantasma” praticamente entrega isso, mesmo que não fosse a intenção de Geoge Lucas.
A surpresa de que Luke e Leia são irmãos também é mantida na Ordem Machete, com o fato sendo revelado no Episódio III em vez do Episódio VI. Essa revelação também pode gerar um espanto maior, já que virá apenas cerca de 5 horas depois deles terem se beijado em “O Império Contra-Ataca”.
Um dos maiores benefícios dessa ordem é que valoriza “O Retorno de Jedi”. No Episódio V, Luke tem uma visão dele se tornando Darth Vader. Conhecendo a trajetória de Anakin para o Lado Sombrio da Força, o início do Episódio VI ganha outra dimensão. Temos Luke vestindo preto pela primeira vez, assim como seu pai sempre fizera. Além disso, logo no início, vemos Luke usando a Força para enforcar uma pessoa, algo que só vimos até então ser feito pelos Sith. Assistir ao “O Retorno de Jedi” logo após “A Vingança dos Sith” faz que temamos que Luke esteja seguindo o mesmo caminho de seu pai para o Lado Sombrio da Força.
Quando Luke batalha contra seu pai no Episódio VI, ele corta seu braço da mesma forma que Anakin faz com Mace Windu no Episódio III.
Como bem aponta o site “Den of Geek!”, essa ordem também valoriza a história de Yoda. Derrotado pelo Imperador em “A Vingança dos Sith”, quando Yoda avisa Luke para “não subestimar o poder do Imperador”, sabemos que ele está falando por experiência própria, e a memória desse confronto está fresca em nossa mente.
A tensão e paralelos entre os dois filmes aumenta a força de “O Retorno de Jedi” quando vistos um em sequência do outro. (Eu fiz essa experiência e o resultado foi excelente. O último capítulo da saga ganha muita força quando assistimos aos filmes nessas ordens.)
O maior problema da Ordem Machete – que mesmo assim, não é um grande problema – é a sequência do Episódio II em que Anakin vai em busca de sua mãe em Tatooine. Nós não sabemos que ela é uma escrava, embora isso acabe se tornando autoexplicativo na própria sequência. A maior perda talvez seja o fato de não sabermos com certeza que foi Anakin quem construiu C-3PO. O robô o chama de “criador” e eles agem como se conhecessem um ao outro, mas não fica explícito.
O criador da ordem Machete recomenda, no fim das contas, que o Episódio I atue como um adendo à saga. Assim como as séries animadas, quadrinhos e produções que expandem o universo criado por George Lucas, “A Ameaça Fantasma” seria um “saiba um pouco mais”, uma curiosidade para os fãs que querem mais material sobre esse universo. Pessoalmente, não consigo descartar o filme da saga, mas acho que os argumentos para tal são bons.
Seja como for, essas duas ordens alternativas certamente trazem ótimos argumentos e solucionam os principais problemas de se assistir aos filmes simplesmente em ordem cronológica ou de lançamento.
Deixem seus comentários sobre as experiências que tiveram com a saga dessa maneira, especialmente se você ou alguém que conheça tiver sido apresentado aos filmes pela primeira vez com as ordens alternativas. De minha parte, assistir aos filmes na ordem Ernst Rister foi uma experiência excelente. Imagino que para quem jamais assistiu aos filmes e, melhor ainda, não tem conhecimento prévio da história, essa seja de fato a melhor maneira de ver a saga pela primeira vez.
Um grande abraço e… que a Força esteja com vocês!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
É nítido que esta é a maior eleição online da história, as redes sociais estão tomadas, não só pelo espírito da democracia, mas também por traços de personalidades de discriminação, injúria e até ódio.
Influenciados e influenciáveis!
Vejo amigos se digladiando, trocando farpas e ofensas baratas, como se estivessem numa trincheira com armas em punho á defenderem sua sigla partidária.
Sempre existirá dois lados, duas bandeiras e opiniões divergentes. Essa dicotomia é que é a verdadeira democracia.
Para que não haja o caos, há de se ter respeito e tolerância. Faça a sua parte, não perca seu amigo, você continuará a conviver no mesmo país que ele, mesmo depois das eleições.
*
Derradeiro debate político com os candidatos á presidência da República, além das espúrias promessas e as retóricas e ácidas acusações... O que nos aguarda...
A mesa limpa com a cadeira rente perfeitamente encostada,
não é só o único vazio que sentimos quando um amigo de trabalho se despede de nós. E ruma para uma nova jornada.
Um filme de todos os momentos pode ser projetado em nossa
memória durante os poucos segundos e interminável abraço de até logo, a gente se fala...
Estamos ai, qualquer coisa é só ligar!
Nos emudecemos e continuamos nossa rotina, mas não sem
pensarmos que realmente a falta da sua companhia será realmente gigante.
O Silencio geral, diferente, da concentração forçada se
mistura com a inquietação de se acostumar com essa aura.
Nessa hora o sentimento de que uma parte de sua bagagem
profissional foi embora junto se comprime com a amizade e os momentos de descontração
que sempre solidificou um elo de companheirismo, ajuda e altruísmo.
Profissionalismo é passar por essas experiências na vida,
encarar que nada acontece e se perpetua como queremos e planejamos exatamente, respirar
fundo e assimilar como uma constante mudança...
Embora eu seja profissional, não sem dor.. Sou primeiramente
ser humano!
A nova cerveja de Game of Thrones tem rótulos com os dragões
da Daenerys Targaryen
(Foto: Divulgação/ Omnegang)
Os fãs de Game of Thrones já estão contando os dias para a
estreia mundial da quarta temporada da série, que acontece no dia 6 de abril. E
quem está nos Estados Unidos poderá beber o lançamento com todo o estilo – e
com uma semana de antecedência.
No dia 31 de março chega às lojas norte-americanas
especializadas a nova cerveja Game of Thrones, a terceira em homenagem ao
seriado. O produto é resultado de uma parceria do canal HBO, que exibe a obra,
e a cervejaria Omnegang.
A nova cerveja, uma red ale, foi feita em homenagem ao
renascimento dos dragões de Daenerys – personagem para lá de importante na
série. O nome da bebida é Fire and Blood (ou Fogo e Sangue) e ela traz três
opções de rótulos, cada um deles com um dragão diferente da belíssima
Targaryen.
De acordo com as descrições oficiais, a Fire and Blood tem
aromas de frutas maduras e condimentos, seguido por notas florais e picantes.
No paladar, gosto frutado, adocicado, seguido pelo tom do lúpulo e de centeio.
Uva passa e ameixa seca dão acabamento a um malte levemente ardido. A graduação
alcoólica é de 6,8%.
Infelizmente, a cervejaria Omnegang não faz entregas no
Brasil. Nos EUA, cada garrafa de 750 ml da bebida custará U$ 8,50 (quase R$
20). A cerveja também será vendida em barris.
As outras cervejas Game of Thrones
Além da Fire and Blood, a Omnegang tem mais duas cervejas
Game of Thrones já disponíveis no mercado. São elas: Iron Throne, lançada ainda
sob o impacto da primeira temporada da série, trazendo o famoso trono de ferro
em seu rótulo, e Take The Black Stout, uma cerveja escura, que tem o rótulo
estampado com a árvore sagrada do povo do Norte.
As duas são consideradas sucesso de vendas pela cervejaria.
Mais séries cervejeiras
Game of Thrones não é a única série que tem cerveja feita em
sua homenagem, não. Está longe disso. Ontem mesmo falei sobre a breja de The
Walking Dead, feita com cérebro de bode, você viu?
E a própria Breaking Bad, exibida aqui na Record, teve
cerveja feita em sua homenagem no ano passado. Aliás, duas cervejas: ambas
sazonais, produzidas em pequena quantidade, vendidas direto de seus barris.
Quem provou, provou. Quem não provou...
Sem falar na Duff, derivada de Simpsons, que é vendida até
aqui no Brasil, né?
Stephen Hawking, autor de “Uma breve história do tempo”, e
um dos cientistas mais brilhantes da atualidade, foi recentemente convidado
para falar na Universidade de Stanford. Hawking é portador de uma doença que
foi paralisando seus movimentos através dos anos. Hoje em dia só consegue mover
seus olhos e um dedo. Para falar, usa um sofisticado computador, ligado à sua
cadeira de rodas.
Com todas estas limitações, deu uma brilhante palestra, que
terminou com as seguintes palavras:
“Eu usei apenas um dedo, e esta engenhoca que me faz falar
tem apenas 550 palavras em sua memória. Se, mesmo assim, consegui explicar
coisas tão sofisticadas como física quântica, jamais esqueçam que é
absolutamente possível simplificar tudo nesta vida, principalmente nossos problemas.
Que esta seja a principal lição desta tarde”.
Uma empresa americana de calçados manda dois representantes
a um determinado país da África, para estudar a possibilidade de construir uma
fábrica ali.
E recebe os dois relatórios:
“Aqui ninguém usa sapatos”, escreve o primeiro
representante. “Se instalarmos uma fábrica, teremos prejuízo”.
“Aqui ninguém tem sapatos”, escreve o segundo. “Se
instalarmos uma fábrica, venderemos tudo”.
Toda a nossa caminhada irá depender de como olhamos os
desafios que estão adiante. Conhecemos bem a história do otimista e do
pessimista diante de um copo com água pela metade: o primeiro acha que está
meio cheio, o segundo afirma que está meio vazio.
Escolha seu lado!!!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O que está fazendo?
- Estou atendendo ao pedido daquele cliente.
- Mas não foi assim que ele pediu!
- É, eu sei.
Então por que você está fazendo desta maneira?
- Porque o chefe mandou.
- Mas está errado!
- Ah, isto eu também sei. Mas o chefe mandou!
- Assim não pode ser. Vou falar com o chefe, pois fazer diferente do que o cliente pediu vai dar problema.
- Problema seu! Vou fazer do jeito que ele mandou e está acabado!
- Não, espera um pouquinho que eu volto já.
- Chefe, o senhor mandou ele fazer daquele jeito. Acho que vai dar problema.
- Não está vendo que estou ocupado? Tenho que entregar este trabalho para o meu chefe. Faz logo daquele jeito e pronto. Não vamos gastar tanto tempo discutindo detalhes. Eu já decidi como deve ser feito e o assunto está encerrado!
- Mas chefe, sabe o que é, o cliente pediu diferente do que vai ser feito.
- Cliente, cliente, só se fala nisto. Será que o cliente também é o dono desta empresa? Não agüento mais ouvir esta palavra. Parece que ninguém mais está preocupado com a empresa, só com clientes!
- Entendo chefe, mas podemos fazer de maneira que…
- Pode parar! Já te falei que tenho que fazer um trabalho para o meu chefe e é urgente. Não dá para ficarmos discutindo se o tal cliente quer assim ou assado. É para fazer como falei e pronto! Chega de conversa. E eu quero isto terminado, e logo, senão vai sobrar para alguém!
- Como é, falou com o chefe?
- Falei, mas não adiantou nada. Ele nem quis ouvir minha sugestão. Quando falei de cliente, então, o homem virou bicho.
- Eu não te falei, o chefe é muito ocupado atendendo o chefe dele que não lhe dá sossego.
- É, pelo que fiquei sabendo, o chefe do chefe também vive atendendo o chefe mais acima ainda. É chefe que não acaba mais.
- É, e todos muito ocupados recebendo e dando ordens o tempo todo. Como eles trabalham!
- Bom, já que os chefes estão tão ocupados, uns trabalhando para os outros, vamos nós atender o cliente?
- Ah, não sei. Mas se o chefe descobrir que fizemos de forma diferente da que ele mandou, vai ficar muito bravo. Vai ficar uma arara.
- Fica frio, ele não vai ficar nem sabendo. Fazemos como o cliente quer e pronto. Não vai custar nada a mais mesmo! E um cliente feliz sempre é melhor que um cliente reclamando.
- É, mas ter que agüentar o chefe na bronca não vai ser nada fácil não.
- Mas se o cliente ficar insatisfeito, a culpa será sempre nossa. Já que estamos ferrados de qualquer maneira, então vamos atender ao que o cliente quer, certo?
- Tá bom, mas ainda acho que deveríamos fazer como o chefe quer, pois é ele quem paga o nosso salário, e não esse tal de cliente. Se der errado é tudo culpa sua.
- Ok, então fazemos como o cliente pediu, entregamos, ele fica feliz, o chefe não fica nem sabendo, e a vida continua. Afinal, os chefes estão muito ocupados para ficar perdendo tempo com clientes.
- É, agindo assim você nunca será um chefe. Você não gosta de trabalhar para eles! Fica com esta mania de trabalhar para o cliente. Veja se aprende!
- É, acho que você tem razão.
- Pois é, não adianta ficar querendo mudar o mundo.
- Mas não é justo. Assim o cliente vai embora. Vai para a concorrência.
- É, mas quem vai te promover é o chefe e o chefe dele, e não o cliente.
- Você tem razão. Se ele me marcar, quem vai marcar passo sou eu, que não sairei deste cargo nunca.
- Ta vendo? É assim que se deve pensar. Se o nosso chefe chegou aonde chegou trabalhando assim, você também pode chegar.
- Cliente nenhum irá me promover. Eles são atendidos e vão embora, mas o chefe fica.
- É isto que estou tentando te dizer.
- É isso aí. Vamos fazer como o chefe quer e tá falado. Não vamos esquentar a cabeça e ainda perder ponto. Afinal, tenho que defender o leite das crianças.
- É isso mesmo!
- Clientinho querido, sinto muito, mas você perdeu.
É saudade, então E mais uma vez De você fiz o desenho mais perfeito que se fez Os traços copiei do que não aconteceu As cores que escolhi entre as tintas que inventei Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos De um dia sermos três Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre, Não foi por mal Eu juro que nunca quis deixar você tão triste Sempre as mesmas desculpas E desculpas nem sempre são sinceras Quase nunca são
Preparei a minha tela Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar A armação fiz com madeira Da janela do seu quarto Do portão da sua casa Fiz paleta e cavalete E com lágrimas que não brincaram com você Destilei óleo de linhaça Da sua cama arranquei pedaços Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes E fiz, então, pincéis com seus cabelos Fiz carvão do baton que roubei de você E com ele marquei dois pontos de fuga E rabisquei meu horizonte
E era sempre, Não foi por mal Eu juro que não foi por mal Eu não queria machucar você Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre, sempre o mesmo novamente A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer: "Sinto muito, ela não mora mais aqui" Mas então, por que eu finjo Que acredito no que invento? Nada disso aconteceu assim Não foi desse jeito Ninguém sofreu É só você que me provoca essa saudade vazia Tentando pintar essas flores com o nome De "amor-perfeito" E "não-te-esqueças-de-mim"
Amigos são como serafins, nos trazem mensagens ideais, sábias e confortáveis nas horas exatas. São quase divinos, eu digo quase porque senão estariam no lugar de Deus.
A vida segue, segue seu rumo, rumo reto, estreito e difícil. Difícil dizer e aceitar, mas a vida é um jogo. Jogo de cartas embaralhadas e de quem acertar mais vai errar menos. A luta da conquista é árdua, aos que tem o óbvio na mão desdenha. Tudo é válido no jogo, mas a penalidade pode ser dolorida e cara. Pode valer o dinheiro, o ego, o respeito, a amizade e o coração. Todos jogam, em todas as circunstâncias da vida, sem querer e sem saber... Talvez. Há os ambiciosos, os trapaceiros, os espertos, os ratos, e os jogadores... Da vida. Alguns jogam com o olhar, com o gesto, com o gosto, com a alma é com a gana. Você nasceu e já entrou no octagon da vida, a ameaças virão, alguns para torcer e outros para lhe empurrar.
Se viver fosse fácil, eu não me preocuparia com o amanhã, embora tente esquece-lo. Mas é preciso, pontuar, suar, fazer por merecer para ganhar as estalecas... A Confiança ou a moral. A vida passa tão rápido que nem os ponteiros do relógio pode alcançar... Eles quebram e a vida passa, continua, e vai embora....
Se você demorar para conquistar algo, é porque deseja muito e está disposto a lutar.
O Topo da montanha é desejada por todos... Mas poucos sabem que o prazer está em escalá-la.
Na praia, encontramos um amigo. Ele nos contou que uma criança havia cortado a mão na linha de pipa. “Foi cerol?” perguntei. “Que nada, foi a linha chilena!”, respondeu.
Juro que nunca tinha ouvido falar na tal linha chilena.
Chegando em casa, procurei na web. Descobri que a linha chilena é a grande coqueluche dos amantes da pipa: uma linha extremamente cortante e perigosa, tratada com uma mistura de quartzo moído e óxido de alumínio. Uma verdadeira espada ninja. E pior: vendida livremente na Internet.
No mesmo dia, a notícia: em Campo Limpo, Sâo Paulo, um policial à paisana que andava de moto morreu ao ter o pescoço atingido por uma linha dessas. O coitado quase foi decapitado.
O que houve com o velho cerol? Não é letal o suficiente? Já não basta a estupidez de empinar pipa com cerol, agora a molecada compra linha já pronta, e com máximo impacto cortante? Qual o próximo passo? Pipas eletrificadas? Papagaios com controle remoto?
Alguns dias antes, eu havia tomado outro choque de realidade: ao entrar numa loja de pesca para comprar anzóis, vi um sujeito adquirindo, todo pimpão, uma sonda para peixes.
“É moleza”, disse o vendedor. “Você vê até o tamanho do bicho!”
Sou eu, ou as pessoas estão ficando loucas?
Qual é a graça de pescar com uma sonda? Já que o negócio é facilitar a vida, por que o sujeito não compra logo o peixe numa peixaria?
Tudo bem que a vida moderna e a tecnologia estão aí para nos trazer conveniência, mas será que o pessoal não está exagerando?
A impressão é que ninguém quer dar sopa para o azar. O sujeito tem um sábado por mês para pescar, então não vai ficar esperando pelo peixe. Vai atrás dele armado até os dentes. A mesma lógica se aplica à linha chilena.
Sem querer soar nostálgico, mas lembro de uma época em que a gente ia soltar pipa ou pescar sem saber como seria o resultado. A graça era essa